Querida Coach,

Em uma negociação com um de meus fornecedores, pedi para que ele me desse um desconto maior considerando nosso tempo de convivência e nosso relacionamento – algo natural da minha rotina de comprador. Ele disse que iria pensar, porque da forma como eu estava pedindo se mostrava inviável, mas que ele me daria a resposta no dia seguinte.

No dia seguinte ele me trouxe a seguinte proposta: que eu fosse não somente parceiro-chave, mas sim seu sócio. Aquela proposta me surpreendeu eu não imaginava que alguém poderia enxergar em mim esse potencial. esse fornecedor era uma pessoa muito legal e muito tranquila de se trabalhar. Já tínhamos um relacionamento de anos e imaginei que daria tudo certo.

E de fato deu. Já estou há alguns meses performando como sócio, cuido de toda área de negociação com os clientes, comunicação com a indústria e relações públicas. Os resultados são excelentes e meu sócio está muito feliz. Mas eu não.

Para conseguir assumir este novo business, tive que tirar um pouco da atenção do meu próprio negócio. Eu amo meu restaurante, ele preenche meu propósito de vida e faz sentido com que eu entendo ser meu legado. Ter um bom ambiente de trabalho com pessoas que eu gosto fosse suficiente para que eu fosse sócio de alguém, mas percebi que não.

Na verdade aprendi que só funciono quando estou emocionalmente profundamente engajado com a visão de futuro da empresa e com o produto que ela oferece. Não consigo estar em um lugar com valores diferentes dos meus, um lugar que só gosto, mas não estou apaixonado.

Não sei como as pessoas fazem. Já conversei com vários amigos e a maior parte não é assim! Eles simplesmente ignoram as coisas que não gostam e tocam seu trabalho naturalmente.

Certa vez trabalhei em uma empresa incrível, muito grande e com muito reconhecimento no mercado. Eu saí de lá justamente porque minha perspectiva de vida não era a mesma do dono, os colegas de trabalho eram muito legais, mas eles tinham valores muito corrompidos.

Durante muito tempo me senti subutilizado porque sempre gostei muito de estudar, aprender e me aprimorar, mas os ambientes de trabalho que eu passei não valorizavam isso. Eles sempre ofereciam mais do mesmo e se incomodavam quando tinha uma pessoa muito produtiva na equipe. Até porque, quando você se torna muito produtivo, você começa a aparecer e se sua equipe é mais devagar, eles acabam se virando contra você.

Sempre que entro em um ambiente onde me sinto subutilizado volto para aquela época em que eu tinha que lutar contra o mundo para poder provar o meu valor, mostrar que eu era bom e merecia mais.

Nessa nova sociedade, eu gosto do ambiente, das pessoas, mas não tenho nenhuma afinidade com o produto e sou subutilizado completamente. Os setores são muito amarrados, o sócio principal é muito centralizador, toda decisão tem que passar por ele e acaba que os setores não têm autonomia de decisão. Eu entrei na empresa porque tenho muita facilidade com vendas, mas são tantos impeditivos que eu não consigo desempenhar meu papel, é como se eu estivesse amarrado em uma rocha tentando competir uma maratona.

Quero sair, mas me sinto mal. Estou feliz, mas ao mesmo tempo frustrado. Sei que posso ajudar muito se continuar, mas quanto mais fico, mais vejo que me afasto do meu propósito. Qual é o certo a se fazer?

Abraços,

Q.

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